Hoje em dia recebo muitas perguntas sobre dados da @BLS_gov e de outras agências de estatística. Parte disso tem a ver com medo de interferência política. Parte disso é sobre a confiabilidade dos dados, especialmente à luz das grandes revisões recentes. Em uma matéria hoje, tentei abordar ambos.
Primeiro, a pergunta fácil: não, não há evidências de interferência política nos números do BLS. Você não precisa acreditar só na minha palavra. Acredite na palavra de Erika McEntarfer, a pessoa que Trump demitiu depois de não gostar dos números do BLS.
Ou acreditar na palavra dos funcionários restantes, com quem estou em contato e que tenho confiança de que denunciariam se algo estivesse errado. Ou apenas analisar os números, que não apresentaram exatamente um cenário consistentemente otimista para a administração.
A segunda pergunta é mais difícil. Tivemos algumas grandes revisões recentemente, incluindo outra grande revisão de referência em baixa nas folhas de pagamento. Acho razoável que as pessoas questionem o valor de um relatório que não consegue distinguir de forma confiável um ganho saudável de uma perda total.
Mas, no fim das contas, ainda acho que esses números são úteis, desde que você os use corretamente, o que significa vê-los no contexto. Isso significa observar a tendência, não apenas o ponto de dados individual. Significava analisar os detalhes dos relatórios, e também outras fontes.
Se você acompanhava os números mensais do ano passado, entendia que o crescimento do emprego estava desacelerando (e se aproximando de zero no final do ano), mas que o desemprego continuava baixo, uma estase de "baixa contratação, baixo fogo". Essa narrativa básica não mudou.
Mas não devemos tomar esse sistema como garantido. Há tensões muito reais nele, e uma necessidade muito real de modernização, inclusive confiando menos em levantamentos. Isso vai exigir recursos. E se isso não acontecer, a qualidade dos dados vai se deteriorar.
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