ILHA KHARG — um fio: Trump fala sobre tomar a Ilha Kharg do Irão há 40 anos. O problema? Capturá-la não vai fechar todo o sistema de exportação de petróleo do Irão. E, portanto, não levará à reabertura do Hormuz rápido o suficiente. 🧵1/10 @Opinion GRATUITO PARA LER:
Ao contrário da sabedoria comum, Kharg — cerca de metade do tamanho de Manhattan e a aproximadamente 25 quilômetros (15,5 milhas) do continente iraniano — não é a única torneira para a vasta indústria petrolífera da República Islâmica. Teerã tem outros terminais de petróleo — admitidamente, muito menores. 🧵2/10
Normalmente, Kharg representa cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irão, beneficiando da sua proximidade com os gigantescos campos de petróleo em terra do país, docas de águas profundas, enorme capacidade de armazenamento e a capacidade de carregar petroleiros rapidamente. Hoje, vários petroleiros estão a carregar em Kharg 🛰️📷⬇️. 🧵3/10
Mas, em uma emergência, o Irã poderia usar uma combinação de outros terminais de petróleo: Jask (crucialmente, contornando Hormuz), Ilha Lavan, Ilha Sirri e Qeshm. Todos eles são pequenos (até muito pequenos), mas manteriam um fluxo de barris. (Veja o mapa no topo do tópico) 🧵4/10
O Irão também exporta outros produtos petrolíferos conhecidos como NGLs, uma matéria-prima valorizada na indústria petroquímica. E vende produtos refinados importantes, como óleo combustível, gás de petróleo liquefeito e nafta. Tudo a partir de três outros terminais: Assaluyeh, Bandar Mahshahr e Abadan. 🧵5/10
Para realmente estrangular a linha de vida do petrodólar do Irão, Trump não precisaria apenas de capturar Kharg; ele precisaria tomar outros terminais e fazê-lo simultaneamente. Qualquer outra coisa deixaria o Irão capaz de ainda vender algum petróleo. A história mostra-nos que pode suportar longos períodos de baixas exportações. 🧵6/10
Crucialmente, o Irão entrou na guerra a partir de uma posição de força em recursos, com a produção total de líquidos de petróleo a um máximo de 46 anos de quase 5 milhões de barris por dia. Isso se traduziu em vendas externas em alta. 🧵7/10
Com a produção de petróleo em alta, as suas exportações de petróleo bruto subiram no mês passado para um máximo de oito anos de 2,2 milhões de barris por dia. Além disso, exportou mais um milhão de barris por dia de outros líquidos de petróleo e produtos refinados. Para forçar a mão de Teerã, Trump teria que cortar esses fluxos de forma massiva. 🧵8/ 10
Mas o Irão suportou longos períodos de exportações de petróleo ultra-baixas. Entre 2020 e 2022, o Irão suportou a "máxima pressão" americana sobre a sua indústria petrolífera, com exportações a descerem em alguns momentos 90% em relação aos níveis de hoje. E o Irão não cedeu então. Assim, é improvável que o faça agora. 🧵9/10
Ao contrário da República Islâmica, Trump não tem o benefício do tempo. Ele precisa reabrir o Estreito de Ormuz em dias ou, no máximo, semanas, ou os preços do petróleo subirão. Ele não tem meses para aumentar a pressão sobre o Irão via Kharg para aceitar um acordo. O tempo favorece Teerão. 🧵10/10
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